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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Verbos ligados a pronomes oblíquos: acentuados e não acentuados

Os verbos ligados a pronomes oblíquos ora são acentuados, ora não
Os verbos ligados a pronomes oblíquos ora são acentuados, ora não

Você dispõe de uma diversidade de conhecimentos acerca dos aspectos que norteiam a língua portuguesa. Assim, para fixá-los, você pode aplicar tais conhecimentos em muitas situações comunicativas cotidianas.

Partindo desse princípio, elegemos apenas um conteúdo que pode ser aperfeiçoado quando praticado: os verbos, acentuados e não acentuados, ligados a pronomes oblíquos. Dessa forma, a título de ilustração, alguns exemplos nos dão conta de que se trata de uma realidade linguística recorrente. Veja:

DISTINGUI-LO
ATRIBUÍ-LO
DEVOLVÊ-LO
DISTRIBUÍ-LO
AMÁ-LO
CONCLUÍ-LO
REVÊ-LO
TRADUZI-LO
REPRODUZI-LO...
Constatamos que algumas formas verbais se manifestaram constituídas do acento gráfico e outras não. Pois bem, prossigamos nossa discussão, sobretudo dando ênfase aos critérios de divisão silábica, de forma a separá-las adequadamente, tendo em vista que o pronome “lo”, uma vez atuando como complemento de tais formas, não participa do procedimento em questão, sendo deixado em segundo plano (aqui demarcado pelas reticências). Vejamos, pois:
DIS ─ TIN – GUI ...
A – TRI – BU – Í ...
DE – VOL – VÊ ...
DIS – TRI – BU ─ Í...
A – MÁ...
CON – CLU – Í ...
RE – VÊ...
TRA – DU – ZI...
RE – PRO – DU – ZI...

Façamos agora uma retomada dos pressupostos inerentes às regras de acentuação, partindo dos exemplos anteriormente citados:
DE – VOL – VÊ

RE – VÊ → Todas as palavras oxítonas terminadas
A – MÁ em “a”, “e”, “o” e “em”, seguidas ou
não de “s”, são acentuadas.

CON – CLU – Í

DIS – TRI – BU ─ Í → Acentua-se o “u” e o “i” tônicos do
A – TRI – BU – Í hiato quando isolados na sílaba ou
acompanhados de “s”.
A – TRI – BU – Í


As demais TRA – DU – ZI /RE – PRO – DU – ZI e DIS - TIN – GUI, como podemos detectar, não são acentuadas, por isso não nos remetem a nenhum desses preceitos antes mencionados.

Os substantivos terminados em -ão – traços peculiares

Dando enfoque ao termo “traços peculiares”, este nos remete à ideia de características intrínsecas a um determinado elemento gramatical que, inegavelmente se constitui como algo passível de vários questionamentos. Lembra-se do feminino, masculino, aumentativo diminutivo, dentre tantos outros?

Pois bem, não há como negar que às vezes tropeçamos mediante alguns entraves. E por assim dizer, nosso principal objetivo é ressaltar alguns pontos relevantes, os quais constituem a classe gramatical representada pelos substantivos – dadas as suas distintas flexões. Aqui, mais precisamente, a de número.

Minuciosidades recorrentes: por que determinados substantivos terminados em “–ão” têm seu plural alterado por outras formas? Já não falando o caso de outros possuírem mais de uma maneira, em se tratando de sua forma pluralizada. Casos assim se tornam facilmente compreensíveis a partir do momento que nos dedicamos a algumas descobertas, partindo do princípio de que o conhecimento deve ser uma constante em nosso cotidiano. Para tanto, eis alguns suportes que tendem a nos subsidiar rumo a esse propósito, como desta feita evidenciados:

Os substantivos terminados em “-ão”, constituem-se de três formas básicas: a) A maior parte deles muda a referida terminação para “–ões”. Vejamos:

Observação importante:
Neste grupo também se incluem os aumentativos, tais como:
casarão – casarões
espertalhão - espertalhões
facão – facões
gatão – gatões
narigão – narigões
rapagão – rapagões
sabichão – sabichões
vozeirão – vozeirões
b) Alguns poucos, ainda constituídos por “-ão”, mudam a terminação para “-ães”. Observemos:


c) Alguns paroxítonos terminados em “-ão”, assim como certos oxítonos e monossílabos têm sua forma pluralizada somente pelo acréscimo do “s”. Confira:

E acredite! Há ainda outra particularidade digna de nota:
No caso, aqueles que admitem mais de uma forma. Constatemos, pois:

aldeão – aldeãos, aldeões, aldeães.

anão – anões, anãos.

ancião – anciãos, anciões, anciães.

cirurgião – cirurgiões, cirurgiães.

corrimão – corrimãos, corrimões.

ermitão – ermitãos, ermitões, ermitães.

guardião – guardiões, guardiães.

refrão – refrãos, refrões.

sacristão – sacristãos, sacristães

sultão – sultãos, sultões, sultães

verão – verãos, verões

vulcão – vulcãos, vulcões.

Monossílabos tônicos e átonos

Classificação dos monossílabos tônicos e átonos
Classificação dos monossílabos tônicos e átonos

Os monossílabos tônicos e átonos recebem tal classificação em virtude da intensidade em que são pronunciados. Sendo assim, por fazerem parte do nosso cotidiano linguístico, bem como pelo fato de constituírem parte integrante dos estudos gramaticais, ocupemo-nos a partir de agora em compreender acerca das características que os demarcam.
A começar pelos tônicos, eles assim se classificam pelo fato de possuírem autonomia fonética, ou seja, não necessitam se apoiar em outro vocábulo para demonstrar valor fonético.
Dessa forma, tendo em vista as regras de acentuação, das quais já temos certo conhecimento, vale dizer que aqueles que os representam são terminados em:
-a(s): há, chá, pá, cá, lá...
-e(s): dê, lê, ré, pé, vê...
-o(s): nó, dó, pôs, só, nós...
Os monossílabos considerados como átonos não possuem essa autonomia fonética, sendo necessário se apoiarem em sílabas de vocábulos posteriores, fato que faz prevalecer mais o som desta (silabado vocábulo posterior) do que daquela (monossílabo átono).
A título de constarmos, analisemos um exemplo:
“Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor”.
Constatamos que os monossílabos que se encontram (que, em e de) em destaque realmente não apresentam o mesmo aspecto que os tônicos (a autonomia fonética). Portanto, são exemplos de tal modalidade:
o (s), a (s), me, te, se, lhe, nos, de, em, que, etc.
Observações dignas de menção:
- Os monossílabos podem se definir como tônicos em um determinado enunciado e átonos em outro. Vejamos, pois:
Você está assim por quê? (tônico)
O que há de errado com você? (átono)
- Em virtude do aspecto que os monossílabos apresentam, eles se consideram como palavras destituídas de sentido, sendo representados pelas conjunções, artigos, preposições e pronomes oblíquos. Constatemos alguns exemplos:
Seus segredos sei de cor. (preposição)
Olhou-me rapidamente. (pronome oblíquo)

Adjetivo ou Advérbio?

Adjetivo ou advébio? Em algumas circunstâncias o adjetivo faz o papel do advérbio
Adjetivo ou advébio? Em algumas circunstâncias o adjetivo faz o papel do advérbio

Adjetivo ou advérbio? Eis aí dois importantes elementos que compõem as chamadas classes gramaticais, mas que, no entanto, em se tratando de algumas colocações, representam aquelas incorreções que às vezes cometemos – infringindo, portanto, as leis regidas pela gramática.
Seguindo essa linha de raciocínio, atenhamo-nos ao enunciado:
Discreto, ele saiu da festa.
Quando analisada, tal enunciação nos remete a um questionamento de cunho relevante: seria “ele” discreto ou seria essa a forma como ele saiu da festa?
Para responder a essa pergunta, que tal retomarmos o conceito de advérbio?
Esta classe conceitua-se como a palavra que modifica o verbo, o adjetivo e o próprio advérbio. Dessa forma, o enunciado em questão necessita ser reformulado, uma vez que, por se tratar da forma como ele deixou a festa, o correto é o uso do advérbio, e não do adjetivo. Nesse sentido, temos:
Discretamente, ele deixou a festa.
Sim, haja vista que o advérbio (discretamente) modifica o verbo sair.
Chegamos, então, ao ápice de nossa discussão: quando usamos adjetivo e quando usamos o advérbio? Conclusão efetivamente comprovada.
Contudo, há alguns casos, porém raros, nos quais o adjetivo pode ser usado no lugar do advérbio, sem que esse (o advérbio) perca a qualidade. Mediante tal ocorrência afirmamos se tratar de uma derivação imprópria – manifestada pela mudança de uma dada classe gramatical para outra. Assim sendo, vejamo-los:
Bastante conhecida por nós, há uma propaganda de cerveja, a qual nos diz: “A cerveja que desce redondo”.
Redondo, neste caso, é o modo como a cerveja desce
Redondo, neste caso, é o modo como a cerveja desce.
A princípio poderíamos até pensar que o adjetivo deveria concordar com o substantivo “cerveja”. Contudo, nesse caso não é a cerveja que desce redondo, mas sim o modo como ela desce. Logo, constatamos que um adjetivo faz o papel de advérbio.


Acentuação ou não da letra “U”

A acentuação ou não da letra “u” se encontra relacionada aos pressupostos preconizados pela gramática
A acentuação ou não da letra “u” se encontra relacionada aos pressupostos preconizados pela gramática

“A acentuação ou não do u: uma questão de observação”.
Partindo do princípio de que as regras de acentuação não se mostram assim tão claras, evidentes, analisemos a pergunta a seguir:

Por que algumas palavras, cuja tonicidade recai na última sílaba, são acentuadas e outras não? Lembrando que aqui fazemos referência somente àquelas em que a letra “u” se faz presente, como é o caso de caju, baú, Grajaú, etc. Pode até parecer que por se tratar de uma ocorrência tão óbvia, discorrer acerca de tal assunto seria desnecessário, não instigante. No entanto, como já exposto, questões voltadas para a acentuação fazem parte daquele acervo de dúvidas que boa parte dos usuários traz consigo. Assim, por que não saná-las?

Quando no início se afirma que tudo se trata de uma simples questão de observação, tal aspecto diz respeito às regras gramaticais propriamente ditas. Mas antes de ressaltá-las devemos nos conscientizar mais uma vez acerca das diferenças que há entre o acento tônico e o acento gráfico, no qual este mantém estreita relação com as regras de acentuação, enquanto que aquele diz respeito à intensidade com a qual são pronunciadas as sílabas das palavras, ou seja, a tonicidade se demarca por meio daquela sílaba que é pronunciada com mais força, independentemente de estar acentuada ou não.

Dessa forma, voltemos a exemplos popularmente conhecidos por todos nós, tais como:

PARACATU
JAÚ
PACAEMBU
GRAJAÚ
BAÚ
CAJU
ITAÚ...
Pois bem, por que algumas levam acento e outras não?
Saiba que, primeiramente, o ideal é colocarmos em prática nossos conhecimentos acerca da divisão silábica, uma vez assim expressos:
PA – RA – CA – TU

CA – JU Todas são oxítonas
PA – CA – EM – BU
Daí o seguinte questionamento: palavras oxítonas terminadas em “u” são acentuadas? Não, somente levam acento as terminadas em “a”, “e”, “o” e “em” seguidas ou não de “s”.

Eis a conclusão acerca do porquê de não levarem o acento gráfico.
Passemos adiante:

JA – Ú
I – TA – Ú O “U” forma um hiato que...
BA – Ú (veja a rega explicitada logo abaixo)

Segundo as regras de acentuação, o “i” e o “u” tônicos do hiato são acentuados quando isolados na sílaba ou acompanhados de “s”. Daí a razão de tais palavras serem acentuadas.

Acento gráfico e acento tônico – marcas distintivas

Dado o aspecto complexo - norteador dos fatos linguísticos, há que se mencionar acerca de alguns entraves com os quais o usuário compartilha na tentativa de compreendê-los (os fatos). Contudo, à medida com que estes vão se tornando familiares, mediante a busca constante pelo conhecimento, tal problemática tende a tão somente se amenizar ou se extinguir de uma vez por todas.

Em razão disso, no intuito de cooperar para que este avanço seja efetivamente materializado, o artigo que ora se evidencia tem por finalidade discorrer acerca das diferenças existentes entre o acento gráfico e o acento tônico – ambos relacionados a questões ortográficas que, sem nenhuma dúvida, representam alvo de inúmeros questionamentos.

À guisa de algumas elucidações, temos que o acento tônico não pode ser confundido com o acento gráfico, pois este (o tônico) refere-se a aspectos relacionados à oralidade. Portanto, no sentido de detectá-los com veemência, faz-se necessário proferirmos melodicamente os vocábulos, uma vez que se assim procedermos, teremos condições de constatar onde realmente a sílaba pronunciada com mais intensidade encontra-se demarcada. Desta forma, procurando tornar prático tal posicionamento, ater-nos-emos à análise de alguns deles:




Detectamos que as sílabas em destaque representam o que chamamos de tônica, visto que são pronunciadas com mais força. Para tanto, independentemente de haver qualquer indício de sinal gráfico, tal aspecto foi constatado. Eis o segredo da tonicidade!

Já em se tratando do acento gráfico, este se encontra intrinsecamente ligado a regras pré-concebidas pelas normas gramaticais de uma forma geral, mais precisamente no que tange à acentuação. Para tanto, basta analisarmos:



Notamos que no primeiro caso trata-se de uma palavra oxítona terminada em “e”. Regra: Todas as palavras terminadas em a, e, o, em seguidas ou não de “s” deverão ser acentuadas.
Atendo-nos ao segundo exemplo, constatamos que se trata de uma palavra paroxítona terminada em “x”. Regra: Todas as paroxítonas assim terminadas recebem o acento gráfico.
Quanto ao terceiro, identificamos um vocábulo também oxítono, terminado em “em”. Regra: Idêntica à primeira.
Por último, temos uma palavra proparoxítona, a qual integra um grupo em que todas são acentuadas.
Mediante tais postulados, aposta-se que todas as dúvidas em relação a este fato tenham sido sanadas, tendo em vista a seguinte concepção:

Para que a sílaba tônica exista, ela não precisa, necessariamente, estar acentuada. Caso esteja, o acento gráfico se “incube” de recair sobre ela mesma!